O primeiro balanço da empresa foi extraordinário. O sol parecia brilhar na vida de Júlio César. Tinha reunido dinheiro emprestado. Vários amigos lhe estenderam a mão só para ajudá-lo. Não acreditavam que o empreendimento daria certo. Mas deu. Em poucos meses, as portas se abriram e as oportunidades apareceram. De repente, Júlio César percebeu que estava rico, e aí começaram seus verdadeiros problemas.
Magoou amigos, brigou com as pessoas que lhe emprestaram o
dinheiro, humilhou, ofendeu e maltratou gente inocente. Ninguém o conhecia mais.
Houve uma mudança completa na sua maneira de ser. Orgulhoso, prepotente e vaidoso,
achava-se o rei do mundo e esqueceu que um dia fora uma pessoa simples, pobre
e humilde.
A situação financeira que o Brasil viveu durante os anos de
inflação o ajudou a enriquecer. Subitamente, porém, o quadro econômico do país
mudou. E, com dor, ele teve que aceitar que nunca fora um grande empresário.
Fora apenas um jogador que sabia aplicar o capital.
Ficou pobre. Tão rápido como cresceu, caiu. Revoltou-se contra
Deus, contra o governo, contra a sociedade e a família. Fugia dos credores e
escondia-se dos amigos. Achava que eles iriam rir de sua situação.
A vida de pobreza e limitações não era mais para ele. Acostumara-se
a viver esbanjando dinheiro. Por isso, não foi difícil encaminhar-se pelas sendas
da desonestidade. Lamentavelmente, ele foi preso e condenado.
Quanta sabedoria há nas pessoas que se conservam humildes,
ainda que a vida as conduza às montanhas mais altas da terra! Quanta tolice
deixar-se marejar pelos triunfos e vitórias. Achar-se um semideus, indestrutível
e eterno. Esquecer que o homem é apenas criatura – transitória, passageira e
mortal.
Saia hoje de casa para cumprir as suas atividades diárias,
mas vá com humildade, lembrando-se de que “em vindo a soberba, sobrevém a desonra,
mas com os humildes está a sabedoria”. Prov. 11:2.







