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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Arrebatamento secreto ou visível?

Os defensores do arrebatamento secreto acreditam numa dupla vinda de Cristo separada por um período de sete anos. Afirmam:
“A primeira será uma ’vinda’, quando se dará o rapto dos santos, também chamada rapto secreto” (Teologia Sistemática, L. Berkhof, pág. 832).
Esta vinda será secreta e apenas conhecida pelo desaparecimento dos eleitos, como aparece no filme “Deixados para Trás”. Ensinam ainda que neste evento Cristo não descerá à Terra, mas permanecerá nas alturas sem ser visto pelos homens. Este acontecimento será seguido por um intervalo de sete anos. Durante esse período de sete anos sucederão algumas coisas, assim descritas por eles:
“… Esta será seguida de um intervalo de sete anos, durante os quais o mundo será evangelizado, Mateus 24:24; Israel convertido Romanos 11:26; a grande tribulação ocorrerá, Mateus 24:21-22 e o anticristo ou o homem do pecado será revelado, 2 Tessalonicenses 2:8-10″ (Teologia Sistemática, L. Berkhof, pág. 833).
Esta doutrina não é autorizada pelas Sagradas Escrituras porque contém implicações perigosas para a vida cristã e uma série de contradições com a Bíblia.
A seguir, leia algumas razões para você e eu não crermos no arrebatamento secreto:
  • Porque a palavra “arrebatamento” aparece uma única vez na Bíblia se referindo a um arrebatamento visível e com bastante barulho:
    “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”
    1 Tessalonicenses 4:16 (leia também o verso 17) Trombeta indica que a volta de Jesus será ouvida!
  • Porque a Bíblia compara a volta de Jesus a um relâmpago e não a algo invisível na natureza:
    “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24:27.
  • Porque na volta de Jesus, os mortos serão ressuscitados. Não há nada na Bíblia que indique que a ressurreição será um evento secreto, como lemos anteriormente em 1 Tessalonicenses 4:16, 17. Portanto, um acontecimento visível como a ressurreição será acompanhado de um acontecimento visível, como a volta de Cristo.
  • Porque na volta de Jesus os vivos serão transformados (veja 1 Tessalonicenses 4:17). A Bíblia não diz que a transformação dos justos vivos será secreta, mas bem visível e audível.
  • Porque Apocalipse 1:7 não diz que “todos o verão” depois de 7 anos de tribulação, mas sim antes! A Bíblia diz que a volta de Jesus não é dividida em duas partes, mas sim que será um só evento.
  • Porque Mateus 24:30 afirma que todos os povos da terra – os que não estiverem preparados – se lamentarão ao ver Jesus no Céu, pois não O terão aceito como Salvador. Se irão SE LAMENTAR, isso indica que a volta de Cristo não será secreta.
  • Porque antes do arrebatamento visível e barulhento, a igreja passará pela Grande Tribulação (ler Apocalipse 7:13-15). Veja que seremos protegidos durante a Grande tribulação e que não ficaremos fora do mundo quando ela ocorrer!
  • Porque a Palavra de Deus ensina que na volta de Cristo, os maus ficarão desesperados. Por que ficar desesperado se o evento é secreto? (ler Apocalipse 6:14-17). Portanto, “Ninguém Será Deixado Para Trás” por ocasião da volta de Jesus. Os vivos irão para o Céu e os maus, “Serão Deixados mortos” (Apocalipse 20:5; 2 Tessalonicenses 1:7.)
  • Esses textos e Mateus 24:27 nos ajudam a entender e a explicar Mateus 24:40, 41, usados de forma errada para afirmar que alguns serão deixados “vivos” por ocasião da volta “secreta” de Cristo!
É muito perigoso acreditar na doutrina do arrebatamento secreto. Além de estar aceitando uma mentira – que causará a perdição, de acordo com Apocalipse 22:15 – a pessoa está despreparada para aguardar a volta gloriosa de Cristo.
“Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.” 1 João 2:28.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Por que os EUA defendem Israel?

Nos últimos anos, o mundo tem assistido a varios momentos de guerra e mortes envolvendo Israel e seus vizinhos palestinos.
Praticamente todas as maiores nações do mundo já se pronunciaram contra a atitude de Israel, considerando-a “desproporcional” (centenas de civis mortos) em relação à provocação palestina do Hamas.
Meu objetivo, hoje, não é discutir quem está certo: se judeus ou palestinos. Quero ajudar meus leitores a entenderem a reação AMERICANA a tudo isso, pois os Adventistas crêem no importante papel que os EUA terão nos últimos acontecimentos religiosos deste mundo (cf. Apoc. 13).
Os Estados Unidos estão sendo acusados, na pessoa do seu atual (ainda) presidente, de “passarem a mão na cabeça” de Israel, e apoía-los em seus momentos de guerra. Sempre que o Estado Judeu se levanta para defender seu território com uso do seu extraordinário poder militar, os Estados Unidos estão entre os que ficam do lado da nação.
Por que isso acontece? Por que os Estados Unidos são parceiros tão “íntimos” do Estado de Israel? Será que há algo de “religioso” nesta atitude americana?
Para respondermos estas perguntas, e entendermos a atitude dos americanos com relação a Israel, precisamos entender um ponto crucial…
O Dispensacionalismo
Os Estados Unidos da América são a maior nação protestante do mundo. Isso explica porque a maioria dos principais autores evangélicos são de lá (exemplos: Max Lucado, Jaime Kemp, Lee Strobel, Rick Warren, etc.). Isso pode ser visto na própria Casa Publicadora Brasileira, onde grande parte dos livros publicados atualmente são de autores americanos.
Quase todos os grupos evangélicos crêem que Israel ocupará um espaço importantíssimo no cenário religioso dos últimos tempos. Estas pessoas acreditam em uma corrente teológica chamada de “dispensacionalismo”. Há alguns anos esta teoria se reavivou através de uma série de livros, que posteriormente viraram filmes: “Deixados Para trás” ou “Left Behind”
Os Manuais de Escatologia (parte da teologia que estuda os acontecimentos finais da História Mundial), esclarecem que os dispensacionalistas afirmam que a igreja não tem nenhuma relação com a nação de Israel na profecia. E que o fato de Israel ainda ser referida como nação depois do estabelecimento da igreja, e de que o termo “judeu” continue a ser usado no Novo Testamento em referência a um grupo de que não a igreja, mostra que os gentios não suplantaram Israel no plano de alianças de Deus. Os dispensacionalistas afirmam que o Israel natural e a igreja são contrapostos no Novo Testamento.
Ou seja, para os dispensacionalistas, a nação de Israel não deixou de ser, definitivamente, o povo de Deus. Portanto, os judeus ainda têm uma posição de destaque no Plano da Redenção, e em um futuro próximo ocuparão seu lugar influente no mundo.
Por que eles pensam assim?

A igreja, na visão dispensacionalista, é apenas uma manifestação temporária (um “parêntese”, como alguns preferem dizer), ou seja, uma vez que a nação de Israel rejeitou o Messias e a oferta do Reino, Deus interrompeu o plano com a nação e usou o plano do “mistério” com a igreja. Este plano será concluído, segundo eles, antes que Deus retome Seu trato com a nação de Israel.
Na visão dispensacionalista, aquela “última semana” da profecia de Daniel 9 ainda está no futuro, ou seja, no tempo de Jesus foram cumpridas 69 das setenta semanas determinadas sobre o povo judeu. Com o surgimento da Igreja Cristã, houve uma interrupção temporária da profecia. No futuro, quando os últimos eventos estiverem para acontecer, esta 70ª semana se cumprirá. Um fato curioso é que, nesta parte da profecia, os evangélicos aceitam o princípio dia=ano, mas rejeitam este mesmo princípio com relação à profecia dos 2300 anos de Dan. 8:14. Vá entender a incoerência!
Eles crêem que durante um período de 7 anos, logo antes da volta de Jesus, ocorrerá o arrebatamento secreto da igreja, o surgimento do anti-cristo e a batalha do Armagedon. E a reconstrução do Templo em Jerusalém será o ponto alvo, incentivada pelo próprio anti-cristo.

Conclusão

É exatamente devido a esta visão equivocada sobre as profecias bíblicas do AT, que eram condicionais à aceitação do Messias, o que Israel não realizou como nação, que os americanos juntam-se aos milhões de evangélicos no mundo todo que sempre olham para os conflitos envolvendo Israel como prenúncios escatológicos.
Como Adventistas, cremos que o plano de Deus envolve a todos, inclusive judeus, mas é imprescindível que aqueles que desejam fazer parte do Reino de Deus adquiram o legítimo “passaporte” para este Reino: a graça salvadora de Jesus Cristo.
Sem Jesus, não há judeu nem gentio que herde a salvação eterna.
“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gál. 3:29).
“Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Rom. 9:8).
“a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Efés. 3:6).
Sugiro a leitura dos seguintes materiais, para complementação dos estudos sobre este tema:
- Hans K. LaRondelle. O Israel de Deus na profecia. Editora Unaspress.
- Compreendendo Israel na profecia. Revista Ministério, Nov-Dez 1997.
O livro “O Futuro”, que é uma coletânea do que há de mais atual em estudos escatológicos na Igreja Adventista (publiado pela Unaspress) também é ótima fonte de estudos sobre estes eventos finais.
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Desilusões Dispensacionalistas



Você pode não ter consciência disso, mas a grande maioria dos autores cristãos, radialistas e produtores de televisão que falam sobre “o final dos tempos” tem aceitado um único sistema de interpretação profética chamado “Dispensacionalismo”. se estes próprios professores tem reconhecido este não tão pequeno detalhe, ou não, uma coisa é óbvia: eles costumam colocar o povo judeu no epicentro dos eventos previstos que acontecerão no planeta Terra antes do fim do mundo. Infelizmente, o sistema do Dispensacionalismo tem em si grandes falhas. Não só isso, mas também estão inclusos alguns inesperados elementos anti-judaicos, como você está prestes a observar.
De modo geral, o dispensacionalismo ensina que Deus tem trabalhado em toda a decante história humana em fases distintas, épocas, ou dispensações. Nos tempos do Antigo Testamento, Ele trabalhou através de “Israel” e requeriu que os judeus guardassem “a lei”, ao passo que nestes tempos do Novo Testamento Ele opera através “da igreja” e proclama “a salvação pela graça” – isto é, até que um evento chamado “arrebatamento” leve “a igreja” para o céu.
Então todo o inferno vai cair na terra.
Então, “os sete anos de tribulação” começarão.
Então um Anticristo infame vai ganhar o controle do mundo.
Em seguida, o Anticristo irá arregimentar suas forças contra os judeus.
Este cenário está agora a ser ensinado em todo o mundo, na TV, rádio, livros e artigos, e na Internet, ainda que o não-tão-pequeno detalhe acima mencionado seja simples: esses ensinamentos fazem parte do sistema do dispensacionalismo. É verdade que os próprios dispensacionalistas são principalmente pró-Israel, e que um de seus ensinamentos cardeais é o de que Deus defenderá os judeus no Armagedom. Mas quando nos aprofundamos, nós descobrimos que apenas uma pequena parte deles vai ser protegida. Chocante, dois terços dos israelenses serão abatidos em um segundo Holocausto.
Obviamente, esta não é uma boa notícia para o povo judeu.
A enciclopédia da Internet, Wikipedia, define o dispensacionalismo da seguinte maneira:
Dispensacionalismo é uma tradição evangélica protestante cuja teologia é baseada na hermenêutica bíblica, que vê uma série de sucessivas “dispensações” ou períodos cronológicos na história nos quais Deus se relaciona com os seres humanos de diferentes formas e sob diferentes pactos bíblicos. O sistema do dispensacionalismo está enraizado nos escritos de John Nelson Darby. A teologia do dispensacionalismo consiste de uma perspectiva escatológica distinta dos “tempos finais”, todos os dispensacionalistas defendem o pré-milenismo e o arrebatamento pré-tribulação. Os Dispensacionalistas acreditam que a nação de Israel é distinta da Igreja … “(1)
A Wikipedia é 100% correta ao relatar que o “Dispensacionalismo” vê a “nação de Israel” como “distinta da igreja” e que este sistema profético inclui uma “perspectiva escatológica distinta dos “tempos finais”", geralmente acompanhada da crença em “um arrebatamento Pré-Tribulação “. No entanto, um problema pegajoso raramente mencionado é que (como mencionado acima), a maioria dos dispensacionalistas acreditam também que, após o “arrebatamento”, forças sinistras terão como alvo milhões de judeus não arrebatados durante a tribulação, que a maioria dos judeus sofrerá horrivelmente, e que milhões deles serão aniquilados num banho de sangue como um pesadelo, antes da Segunda Vinda de Cristo. Um Proeminente dispensacionalista chamado John Walvoord francamente confessou que durante a Tribulação, “dois terços dos filhos de Israel na terra perecerão” (2).
Na verdade, esta é uma doutrina dispensacionalista. Tal horrenda previsão a respeito dos judeus poderia ser apropriadamente chamada de “o segredo sujo do Dispensacionalismo”.
Pessoalmente, eu não compraria tal doutrina, e é o objetivo deste artigo desmantelar alguns erros enganosos do Dispensacionalismo.
Primeiro de tudo, a noção de que Deus salvou os judeus do Antigo Testamento por lei, mas agora salva cristãos do Novo Testamento, pela graça, não é apenas sutilmente anti-judaica em si, mas é totalmente anti-bíblica. A Graça começou com a queda de Adão e a primeira entrada do pecado (ver Romanos 5:20), ou a humanidade teria sido exterminada imediatamente. Antes do dilúvio, Noé achou graça aos olhos do Senhor “(Gênesis 6:8). Ao longo da história de xadrez de Israel, seu povo achou graça também. Mesmo antes Deus escreveu os Dez Mandamentos no Monte Sinai, os israelitas saíram do Egito com segurança por causa do sangue dos cordeiros mortos aspergido sobre as portas (ver Êxodo 12), tipificando sua graça messiânica. O sangue quente dos animais mortos aspergido pelos sacerdotes judeus acima dos dez mandamentos dentro do Santuário, no Dia da Expiação também proclamou a salvação pela fé em Jesus Cristo, e não através da lei. Na verdade, antes mesmo de Israel existir como nação, Deus Todo-Poderoso “anunciou primeiro o evangelho a Abraão” (Gálatas 3:8) centrado no Calvário.
Por outro lado, há uma abundância de declarações sobre eles obedecendo a lei no Novo Testamento (leia Romanos 2:25,26, 3:31, 7:12, 8:4; Efésios 6:1-3; Tiago 2:10 -12). A verdade é que Deus tem usado a “lei” para mostrar aos pecadores os seus pecados (tanto judeus como gentios) e para criar uma necessidade da fé e da graça (cf. Romanos 5:19-20, Gálatas 3:24). Assim, não é que a “Lei do Velho Testamento foi Substituída pela graça do Novo Testamento”, mas sim que a “Lei cria a necessidade da Graça” por toda parte. Em Gálatas 3:11, Paulo esclareceu que “nenhum homem é justificado pela lei perante os olhos de Deus”, e ele cita o Antigo Testamento para provar isso. Em última análise, toda a graça está centrada em Jesus Cristo, e se as pessoas viviam na época do Antigo Testamento, quando o Seu sacrifício foi prenunciado pelos cordeiros mortos, ou nos tempos do Novo Testamento, após seu sacrifício ser realizado no Calvário, como o próprio Mestre disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim “(João 14:6, grifos nossos).
“Nenhum homem” significa nenhum, quer judeu ou grego.
Em outras palavras, todo aquele que atinge o céu vai chegar lá apenas por causa de Jesus Cristo e seu sacrifício, isto é, pela Sua graça. Assim, quando dispensacionalistas ensinam que os judeus do Antigo Testamento alcançaram a salvação em qualquer caminho através da lei, ou que lhes foi negado o evangelho, quer eles façam idéia ou não, eles estão ensinando uma sútil e falsa doutrina anti-judaica. A verdade é que Deus amou os judeus do Antigo Testamento, tanto como Ele ama os cristãos do Novo Testamento, e a ambos os grupos sempre lhes foi oferecida a esperança através de um salvador.
E este salvador ama ambos os grupos ainda hoje.
Em segundo lugar, é fictícia a idéia dispensacionalista que faz separação entre Israel e a igreja. No Dia do Pentecostes judaico, 3.000 judeus foram batizados por meio da pregação de Pedro e foram acrescentados a igreja “(Atos 2:41,47). Se você perguntasse a Pedro e aos discípulos se eles eram parte de “Israel” ou da “Igreja”, o que eles diriam? A resposta é óbvia. Eles responderiam os dois! A mais antiga igreja cristãi foi quase inteiramente uma Igreja judaica até os gentios se juntarem as suas fileiras.
Terceiro: o Arrebatamento. O cenário dispensacionalista do fim dos tempos começa com os cristãos sendo “arrebatados” para o encontro de Jesus nos ares o que os dispensacionalistas interpretam como um evento silencioso e secreto ocorrendo sete anos antes do fim. Errado de novo. Uma leitura cuidadosa de 1 Tessalonicenses 4:16 e 17 revela que os verdadeiros crentes serão “arrebatados” (verso 17) quando Jesus literalmente descer do céu em sua segunda vinda com “grande brado”, “á voz do arcanjo” e “ao som da trombeta de Deus”. Não há nada de silêncioso ou secreto nesse evento. Como o artigo da Wikipedia afirmou correctamente, a doutrina do arrebatamento pré-tribulação é realmente “enraizada” nos ensinamentos do teólogo do século 19 “John Nelson Darby”
Quarto: o mito da tribulação de sete anos. Surpreendentemente, não há nenhum verso em toda a Bíblia que ensina especificamente uma “tribulação de sete anos”.Cheque em qualquer concordância. Simplesmente não existe. Daniel 9:27 é o mais freqüente verso citado para apoiar a “Teoria dos sete anos de tribulação”, mas o próprio versículo não diz nada do tipo. Na verdade, a grande maioria dos antigos comentaristas cristãos – como Matthew Henry, Adam Clarke, Jamieson e Faucett & Brown – colocam Daniel 9:27 durante o tempo em que o próprio Jesus “confirma a nova aliança” fazendo “cessar os sacrifícios e ofertas” pela sua morte na cruz.
Quinto: um final sangrento que abaterá dois terços dos judeus que vivem em Israel. Tal ensino horrendo é baseado quase que inteiramente num único verso – Zacarias 13:8. No entanto, o Novo Testamento coloca o versículo anterior (versículo 7) diretamente no tempo de Cristo (comparar com Mateus 26:31). Não há previsão no livro de Apocalipse sobre a aniquilação de dois terços de todos os judeus que vivem em Israel pelo Anticristo antes da volta visível do Senhor, nem que os israelitas seriam alvo de um massacre.
Em conclusão, devemos prestar maior atenção à advertência do Mestre: “Vede que ninguém vos engane” (Mateus 24:4) – especialmente quando se trata de nossos amigos judeus, e de interpretações da profecia. Nestes dias turbulentos de Delírios dispensacionalistas dizendo que “A Lei” era somente para os judeus do Antigo Testamento e não para os cristãos, a distinção entre Israel e a Igreja, o arrebatamento, os sete anos de tribulação, e um suposto abate de dois terços de todos os israelenses, vamos fazer tudo o que pudermos para compartilhar “o evangelho eterno” (Apocalipse 14:6) com todos, tanto judeus e gentios, antes da Segunda Vinda.
Não se deixe enganar por falsas profecias.Vamos manter a verdade bíblica sólida.
1. http://en.wikipedia.org/wiki/Dispensationalism
2. Israel in Prophecy, by John Walvoord, p. 108. Zondervan (1988).
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Artigo de autoria de Steve Wohlberg traduzido diretamente do site White Horse Media. Steve Wohlberg é  autor de 22 livros, participou como convidado de mais de 500 programas de rádio e televisão, tem falado por convite especial dentro do Pentágono e do Senado dos E.U.A., e foi apresentado duas vezes no The History Channel em documentários sobre o livro do Apocalipse. Ele também escreve uma coluna mensal para Wisconsin Christian News.  O Sr. Wohlberg atualmente vive em Priest River, Idaho, com sua esposa Kristin, seu filho Seth, a sua filha Abigail, e seu golden retriever. Os Wohlbergs são membros da igreja adventista de Newport Washington.
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando se dará o milênio?

 
Jesus Cristo falou claramente de duas ressurreições, quando disse: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:29).
O apóstolo Paulo também falou sobre estas duas ressurreições, quando disse: “…haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos” (Atos 24:15). Assim, tanto Jesus Cristo como Paulo falaram de duas ressurreições, sendo a primeira a ressurreição da vida para os justos, e a segunda a ressurreição da condenação para os injustos. Este é um ensino bíblico muito claro.
Apocalipse 20 também fala de duas ressurreições. Uma leitura cuidadosa dos versos 4-6 mostram que uma tem lugar no início dos 1000 anos (milênio), a outra no final. A Palavra diz: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes a segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (v. 6). Aqui está a ressurreição do início dos 1000 anos. Esta é uma ressurreição feliz e abençoada, daqueles que não precisam temer a segunda morte. “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos…” (verso 5). Aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição serão ressuscitados no fim dos 1000 anos na segunda ressurreição. Novamente, Paulo disse que esta seria uma ressurreição de “injustos” (Atos 24:15), enquanto que Jesus Cristo a chamou de “ressurreição da condenação” (João 5:29).
Estes na segunda ressurreição serão enganados por Satanás (v. 8), serão reunidos contra a Cidade de Deus (v. 9), estarão diante do grande trono branco no julgamento final (v. 11), serão julgados por suas obras (vs. 12, 13), serão lançados no lago de fogo (vs. 9, 15), e sofrerão a segunda morte (vs. 14).
Assim Apocalipse 20 ensina duas ressurreições – uma no início dos 1000 anos, a outro no final. Se você morrer antes da volta de Jesus Cristo, de qual ressurreição você fará parte? Amigo, esta é uma questão muito séria e solene. Agora é a hora de ter certeza de quem são os verdadeiros crentes em Jesus Cristo e verdadeiros seguidores de Sua Santa Palavra. Ele nos ama profundamente. É por isso que Ele sofreu terrivelmente e morreu por nossos pecados. Não podemos nos dar ao luxo de cometer um erro nesta matéria.
Texto de autoria de Steve Wohlberg, publicado no site White Horse Media. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/
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