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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Histórias inspiradoras - O PODER DO AMOR

 
Era uma radiosa manhã de primavera. O sol brilhante iluminava as ruas estreitas e pitorescas de Florença, projetando uma profusão de luz no gabinete de trabalho de um dos mais famosos pintores de Toscana, André Verrochio. Um rapaz muito pálido, curvado sobre seu cavalete, parecia completamente absorvido no trabalho. Sua nobre flauta era envolta por densa nuvem de tristeza.
De repente o jovem pintor foi interrompido. Uma mulher idosa, entrando no aposento, lhe disse com voz cheia de emoção:
– Meu filho, o mestre deseja vê-lo. Vá logo ter com ele.
Imediatamente, Leonardo deixou a palheta e os pincéis, e dirigiu-se ao quarto do seu venerando mestre, que se encontrava entre a vida e a morte.
– Leonardo, disse-lhe o doente, com voz muito sumida, estou prestes a morrer; quer fazer-me um favor? É o último pedido que lhe faço.
O jovem ajoelhou-se junto do leito de seu mestre, tomou entre as suas mãos a mão trêmula que se lhe estendia e respondeu com forte emoção:
– Meu mestre, para satisfazer um desejo seu eu irei aonde você quiser e tudo farei; não há sacrifício algum que me pareça grande demais, se eu o fizer pelo amor que tenho a você.
O doente fixou os olhos baços, durante algum tempo, nos de seu discípulo e depois disse:
– Leonardo, o trabalho que eu comecei para o altar do claustro de São João, você poderá acabá-lo por mim?
Leonardo baixou os olhos e, depois de alguns instantes, disse:
– Mestre, não sou capaz, absolutamente não sou capaz! Eu estragarei a sua obra se nela tocar.
Verrochio sorriu e disse com voz calma e nítida:
– Não, meu filho, faça o melhor que puder. Trabalha por amor a mim. A pintura precisa de ser acabada e você podes fazê-lo.
A tarde descia com suas sombras melancólicas. De uma pobre casebre de Florença começou a subir para o céu a súplica de um coração ardente: "Meu Deus, dizia Leonardo – porque era ele que se encontrava de joelhos – ajuda-me por amor de meu mestre a fazer o melhor que eu puder! Não sou digno dessa obra, bem o sei, mas auxilia-me por amor dele."
Passou-se um mês – período de sérias aflições para o jovem artista – pois ele sentia que a hora da partida de seu mestre se aproximava rapidamente. Afinal concluiu a pintura e apresentou-a ao doente, dizendo:
– Eu fiz o que pude, meu mestre, e tudo por amor a você!
Com grande admiração o bom velho, derramando lágrimas, respondeu-lhe, agitado por grande emoção:
– Meu filho, meu filho, você triunfou, e muito bem. Não preciso voltar mais ao trabalho e Florença orgulhar-se-á um dia do nome de Leonardo da Vinci! – Respigando.
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terça-feira, 3 de abril de 2012

A LEI E A CONVERSÃO DE UM ATEU

Um incrédulo de espírito muito agudo propôs-se a estudar a Bíblia e começou a leitura no Gênesis. Ao chegar aos Dez Mandamentos, disse a um amigo: "Vou dizer-lhe o que eu pensava. Eu supunha que Moisés tivesse sido o guia de uma horda de bandidos; que, por ter espírito forte, adquiriu grande influência sobre povos supersticiosos; e que no Monte Sinai ele exibiu alguma espécie de fogos de artifício, para assombro de seus ignorantes seguidores que, no misto de temor e superstição que possuíam, imaginavam ser sobrenatural aquela exibição. Agora, tenho estado a considerar a natureza da lei. Tenho procurado ver se poderia acrescentar-lhe qualquer coisa, ou dela tirar algo, de maneira a torná-la melhor. Senhor, não o consigo. Ela é perfeita.
"O primeiro mandamento nos leva a fazer do Criador o objeto de nosso supremo amor e reverência. Está certo; se é Ele nosso Criador, Preservador e Benfeitor Supremo, devemos como tal tratá-Lo, a Ele e a nenhum outro.
"O segundo proíbe a idolatria. Está muito certo.
"O terceiro proíbe a profanidade.
"O quarto determina um período para o culto religioso. Se existe Deus, por certo que deve ser adorado. É justo que haja uma homenagem exterior, expressiva de nosso respeito interior. Se Deus deve ser adorado, é apropriado que seja posto à parte certo período para esse propósito, quando todos O possam adorar unânimes, e sem interrupção. Um dia dentre sete na verdade não é demais, e também não me parece que seja demasiado pouco.
"O quinto define os deveres peculiares procedentes das relações de família.
"As ofensas a nosso próximo são a seguir classificadas pela lei moral. Dividem-se em ofensas à vida (6º m.), à castidade (7º m.), à propriedade (8º m.) e ao caráter (9º m.); e noto que em cada um deles é expressamente proibida a maior ofensa. Assim, a maior ofensa à vida é o assassínio; à castidade, o adultério; à propriedade, o furto; ao caráter, o perjúrio. Ora, a maior ofensa tem de incluir a menor, da mesma espécie. O assassínio tem de abranger todo o prejuízo à vida; o adultério, toda a ofensa à pureza; e assim por diante.
"E o código moral é rematado por uma ordem que proíbe todo desejo impróprio, em relação a nosso próximo (10º mandamento).
"Tenho ficado a pensar: Onde terá Moisés buscado essa lei? Tenho lido a História. Os egípcios e as nações circunvizinhas eram idólatras. Assim também eram os gregos e os romanos; e o mais sábio ou melhor dos gregos ou dos romanos jamais produziu um código de moral como esse.
"De onde recebeu Moisés essa lei que ultrapassa a sabedoria e a filosofia dos séculos mais adiantados? Viveu ele numa época relativamente bárbara; deu, porém, uma lei na qual a erudição e sagacidade de todos os tempos subseqüentes não descobrem uma falha sequer. De onde a recebeu? Não pode ele ter sobrepujado tanto a sua época, que a produzisse ele mesmo. Estou persuadido quanto a sua origem. Ele a recebeu do Céu. Estou convencido da verdade da religião da Bíblia." 
O incrédulo (já não mais incrédulo) permaneceu até à morte firme crente na verdade do cristianismo.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Criando Raízes

“Nossa força vem de nossas fraquezas.” (Ralph Waldo Emerson)


Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido. Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu - velho, amarrotado e bastante gasto.

Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.

Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.

O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito de jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional.

Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.

Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas deveriam ser apreciadas.

Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou!

Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para chamar a atenção da árvore.

O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.

Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. São “árvores maricas”.

Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a tranqüilidade nunca conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir dormir, dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles.

Freqüentemente oro por eles. Oro principalmente para que tenham vidas fáceis. "Senhor, poupe-os do sofrimento." Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.

Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que meu filhos encontrarão dificuldades e, portanto, minha oração para que isto não aconteça é ingênua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.

Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou orar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.

Muitas vezes oramos por tranqüilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar.

O que precisamos fazer é orar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.

(Philip Gulley)
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Eles Curtem o J.E.