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terça-feira, 22 de maio de 2012

9 Mitos Sobre a Salvação

O homem põe vários obstáculos para conquistar aquilo que Cristo oferece de graça.

MITO Número 1: Antes de ir a Jesus devo primeiro me arrepender.
Não pense que você só pode ir a Cristo após o arrependimento, e que o arrependimento prepara você para o perdão dos pecados.
É verdade que o arrependimento antecede o perdão. Contudo, somente o coração quebrantado e contrito sente necessidade de um Salvador. Mas será que é preciso esperar por isso, para depois ir a Cristo?
Não. A Bíblia não ensina assim. Ela simplesmente diz: “Vinde a Mim” (Mateus 11: 28). Cristo dá o poder que leva ao arrependimento. É tão impossível se arrepender sem Cristo como é impossível ser perdoado sem Ele. É a bondade de Deus que cria o desejo de mudar.
MITO Número 2: Estou bem do jeito que sou. 
Muitas vezes, bajulamos a nós mesmos com o pensamento de que realmente estamos muito bem, levamos uma boa vida moral e somos decentes. Não nos vemos como impuros e cheios de pecado, e assim não vemos a real necessidade de uma humilde renovação.
Errado.
Mesmo o profeta Daniel, a pessoa mais honesta, pura e fiel pelos padrões humanos, disse de si mesmo a Deus: “Temos pecado e cometido iniqüidade” (Daniel 9:5). Ele se sentia oprimido pelo senso de sua própria fraqueza e imperfeição.
Sem esquecer nosso valor perante Cristo que morreu por nós, quando nos aproximamos dEle, vemos como realmente somos: cheios de pensamentos, palavras e ações corrompidas.
Com respeito aos atos exteriores perante a lei de Deus, Paulo se considerava “irrepreensível” (Filipenses 3:6), mas, com relação ao caráter espiritual da lei, ele via a si mesmo como um pecador igual a qualquer um de nós.
MITO Número 3: Há pecados piores do que outros — e os meus não são tão ruins. 
A avaliação de Deus é diferente. Ele não considera todos os pecados de igual magnitude. Ele vê diferentes graus de culpa (embora nenhum pecado seja pequeno a Seus olhos).
Nós olhamos para o bêbado na sarjeta ou para o viciado em drogas, por exemplo, e dizemos: “Coitado, com isso que está fazendo nunca conseguirá chegar ao Céu.”
Cuidado: Deus julga as pessoas de forma diferente. A maneira como Cristo tratou os líderes religiosos de Seus dias, que eram aparentemente justos e moralistas, demonstra essa diferença.
Pecados como o orgulho, egoísmo e ganância, que geralmente não são vistos e, portanto, nunca censurados, são os que Deus realmente odeia. Por isso, Cristo não hesitou em chamar os fariseus e saduceus de hipócritas. Eles aparentavam uma vida de santidade, mas eram completamente cheios de justiça própria.
Mas isso gera um problema. Pelo fato de alguns pecados serem auto-evidentes, a pessoa sentirá vergonha e necessidade de graça. Mas o orgulhoso – pela própria natureza do seu pecado – não sente nenhuma necessidade e por isso não busca o perdão.
A história do publicano e do fariseu (ver Lucas 18:13) ilustra isso. “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”, disse o publicano, que considerava a si mesmo como um homem mau e grande pecador. Mas ele sentia uma necessidade, e foi buscar o perdão de Deus.
Por outro lado, o aparentemente justo, mas orgulhoso fariseu, com uma oração carregada da justiça própria, mostrou que seu coração estava fechado ao poder do Espírito Santo. Ele não sentia necessidade. Ele não esperava e não recebia nada.
MITO Número 4: Eu tenho que me purificar primelro, antes de Deus me aceitar. 
Se você se considera um pecador, não espere se tornar melhor antes de ir a Cristo. Isso nunca acontecerá.
Os leopardos não podem mudar suas manchas. A única ajuda que você pode ter vem de Deus. Você não pode fazer nada por si mesmo.
Você tem que ir a Cristo do jeito que está. Não fique esperando por fortes apelos, um momento mais conveniente, ou mesmo um estado mental mais “santo”.
MITO Número 5: Deus, em Seu Infinito amor, vai salvar até os que rejeitarem Sua graça. 
Se você pensa assim, olhe para a morte de Cristo na cruz. Isso mostra como Deus considera o pecado. A verdadeira natureza do pecado pode ser vista na intensidade do sofrimento de Cristo. Cada pecado conduz à morte.
O amor e o sofrimento de Cristo ao agonizar por nossos pecados revelam que qualquer ato pecaminoso se opõe à salvação. É essencial aceitar a graça de Deus.
MITO Número 6: Em comparação com os outros, estou muito bem. 
Uma pessoa que pensa assim diz: “Olhe para outros que são chamados de cristãos, sou tão bom quanto eles.”
Às vezes, as pessoas apresentam essa justificativa como uma desculpa para o próprio comportamento. Mas isso não faz o menor sentido. Os pecados e defeitos dos outros não são uma desculpa para os nossos. Cristo é nosso único exemplo.
De fato, parece lógico pensar que aqueles que reclamam do comportamento dos outros possuem um senso de moralidade e decência mais elevado, e têm maior obrigação de viver uma vida melhor. Mas, se eles possuem um conceito tão alto do que constitui uma vida nobre, então cada erro deles não teria também uma dimensão muito maior?
MITO Número 7: Sempre há uma nova chance.
Em todos os aspectos da vida, cuidado com a procrastinação. Nunca se acomode em uma vida pecaminosa, deixando de buscar a graça e o perdão de Jesus. A vida é curta e incerta.
Mas há outro perigo a que todo mundo está sujeito: se você abafa a voz da consciência, e escolhe conviver com uma vida de pecado, você está se arriscando a ser dominado pelo pecado.
Cada vez que você satisfaz a si mesmo e acalma a consciência com o pensamento de que pode mudar amanhã, você corre o risco de neutralizar o poder do evangelho para operar em sua vida. A vontade de mudar vai diminuindo com o tempo. “Agora é o dia da salvação” (II Coríntios 6:2).
MITO Número 8: Se eu conheço e acredito, estou salvo. 
Uma religião Intelectual, sem que haja mudança de coração, é apenas uma formalidade sem substância. Alguns crêem em Cristo (e até os demônios crêem), e concordam mentalmente com os aspectos técnicos e legais do evangelho, mas falta um desejo sincero d’participar desse evangelho.
Essas pessoas precisam pronunciar a oração de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro…” (Salmo 51: 10). Aplique isso com sinceridade a você mesmo.
MITO Número 9: A salvação é muito difícil. 
Ao olhar para você mesmo e ver a verdadeira natureza de sua vida cheia de pecado, você pode sentir-se tentado a entrar em desespero. Não faça isso. Cristo veio salvar você. E para Ele, isso é muito fácil. Afinal de contas, não somos nós que temos que reconciliar Deus conosco, mas Deus é quem nos reconcilia com Ele (II Coríntios 5:19).
Deus chama a Si mesmo de nosso Pai. Nem mesmo o melhor dos pais terrestres poderia ser tão paciente com os erros e culpas dos filhos como Deus o faz com Suas criaturas, isto é, conosco a quem Ele deseja salvar.
E se você pensa que sua vida é tão má que a salvação está muito além do seu alcance (exatamente como Satanás deseja que você acredite), pense na história de Maria Madalena, a ex-prostituta (ver Lucas 7). Simão, referindo-se ao passado dela, questionou sua aceitação por parte de Cristo.
Por isso, Cristo contou uma história a Simão, o acusador. “Havia dois devedores” (pecadores), começou Cristo. Um deles devia uma pequena quantia e o outro devia uma enorme e incalculável fortuna. Mas os dois foram absolvidos, e a dívida foi cancelada pelo credor. “Quem você acha que ficou mais agradecido?”, Cristo perguntou. A resposta é óbvia.
O que Cristo oferece a você é o mesmo que ofereceu a Maria e oferece a qualquer pessoa que se sente acusada: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). — Adaptado de ElIen White, Caminho a Cristo.
Fonte: Sinais dos Tempos, Dez
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Refutando um site ateu sobre "profecias falhadas" da Bíblia

Por: Emerson H. de Oliveira
Esta refutação é de um site cético que tenta desacreditar a Bíblia mostrando "contradições", que já estão bem refutadas aqui. Vou me centrar nas acusações que o autor (Eduardo Oliveira) faz sobre "profecias" da Bíblia. Suas citações em laranja, minhas respostas em preto

Atos 18:9-10 Numa visão, Jesus garantiu à Paulo que ninguém ousaria fazêr-lhe mal, enquando ele continuasse pregando. Atos 21:20 uma multidão atacou Paulo; 23:2 os ajudantes do sumo sacerdote bateram nele; 24:27 Paulo foi aprisionado; 27:41-43 o navio onde ele estava naufragou. 

Que mentira mais deslavada, amigo. Eduardo cita errado At.18. Vejam o v. 10: "porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade" (grifo nosso). Se fala que ninguém lhe faria mal em Corinto. O autor nem sabe dar citação certa (At. 21.20?). Em 23.2 Paulo estava em Jerusalém.

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates. 

Josué 1:3-4 O território israelita se extenderá até o rio Eufrates. 

Mas o território israelita nunca se extendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomáticas da atualidade) ele se extenda até mesmo para o Nilo. 

Ler sem exegese é função dos ateus. Alguns comentaristas acham que o "rio do Egito" se refere ao Nilo e outros que se refere ao "vale da torrente do Egito", agora identificado com o uádi el-`Arish, da península do Sinai, que deságua no mar Mediterrâneo a cerca de 150 km ao L de Port Said. Porém, isso não significa que território dos israelitas algum dia iria de fato se estender diretamente ao Nilo. Mas estes dois rios (Sion e Eufrates) principais eram o meio mais fácil de designar dentro de que limites as fronteiras de Israel deveriam ficar. Duas vezes durante a história de Israel esta extensão de território foi percebida, durante o reinado de Solomão (1Re. 8:65) como também nos dias de Jereboão II de Israel (2Re.14:25). O fracasso desta profecia ter se cumprido em outras ocasiões foi devido à desobediência de Israel. Porém, esta medida do território colocou Israel definitivamente na categoria das nações do primeiro mundo, mesmo temporariamente. Veja também 2Sm. 8:3 e 1Re. 4:21 9:21. 

Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948. 

Novamente, o autor dá mais uma das suas e não interpreta a Bíblia com exegese. No AT, Deus só fazia as promessas serem cumpridas sob o rigor de que Israel lhe obedecesse. Veja Is. 63.18: "Só por breve tempo foi o país possuído pelo teu santo povo; nossos adversários pisaram o teu santuário".
Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou. 


Abraão foi um peregrino e um estrangeiro. O que At. 7.5 quer dizer a única terra que Abraão possuía era a que ele comprou (Gn.23) para seu enterro (a caverna de Macpela). Meu caro Eduardo, a profecia de Gn. 17:3-8 se refere aos descendentes de Abraão. Isto é uma figura de linguagem chamada sinédoque. Em Hb. 11.13 a palavra "promessas" é uma metonímia para as coisas prometidas. A promessa de Hb. 11.13 se refere a vinda de Cristo e Abraão morreu sem tê-lo visto. Os "todos estes" são Abraão, Sara, Isaque, Jacó, etc, que não receberam de fato, em certo sentido, as coisas prometidas, que eram uma descendência numerosa, a Canaã literal, o Messias na carne, e uma ressurreição gloriosa; mas partiram triunfantes e na fé de todos, e que seriam bons aos seus; e o que eles descobriram pelas bênçãos deixaram a seus descencentes como Isaque em Jacó e Jacó nos patriarcas.


Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração". 
Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua. 

Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.


Os ateus são rápidos em apontar contradições mas nem lêem a Bíblia direito. Isto mostra que a passagem não deve ser entendida literalmente de Davi, e de seu trono e reino temporal que não duraram muitas gerações; mas do trono e do reino espiritual do Messias, que descende dele, chamado trono de seu pai Davi, cujo trono é de geração em geração, e cunjo reino é um reino eterno (Lu 1:32,33; Sl. 45:6 e Da 2:44). O que falhou foi a linha de raciocínio dos ateus que não entendem a Bíblia.


Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.


Exegese faz bem para a leitura, sabia? A profecia se referia a seu contexto e nisto foi satisfatoriamente cumprida. Ela ocorreu nas mãos de Tiglate-Pileser III, da Assíria que, em 732 a.C, tomou Damasco. Ela depois foi tomada por Nabucodonosor (Jr. 49:24,2).


Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.


Ele alude à destruição de Sodoma e Gomorra. A ofensa original de Edom foi que eles não deixariam Israel atravessar sua terra em paz para Canaã: Deus os recompensa de forma que nenhum viajante atravesse Edom. VOLNEY, um ateu, foi forçado a confirmar a verdade desta profecia: "segundo o relatório dos árabes, a sudeste do Mar Morto, dentro de três dias jornada, 'há mais de trinta cidades em ruínas, absolutamente abandonadas". O livro de Malaquias, escrito uns 100 anos depois da campanha de invasão de Edom por Nabonido, relata que Deus já fizera os "montes [de Edom] um baldio desolado e a sua herança para os chacais do ermo". (Ml.1:3) Os edomitas esperavam retornar e reconstruir seus lugares devastados, mas não seriam bem-sucedidos. — Ml. 1:4.
Já no quarto século a.C., os nabateus habitavam o território edomita, e os edomitas nunca mais puderam retornar. Antes, encontravam-se no Negebe, ao S de Judá. Os edomitas avançaram para o N até Hébron, e, por fim, a parte meridional de Judá ficou conhecida como Iduméia. Segundo Josefo, João Hircano I subjugou-os entre 130 e 120 a.C. e compeliu-os a aceitar o judaísmo. (Jewish Antiquities [Antiguidades Judaicas], XIII, 257, 258 [ix, 1]; XV, 253, 254 [vii, 9]) Depois, aos poucos, foram absorvidos pelos judeus, e após a destruição romana de Jerusalém, em 70 d.C., deixaram de existir como povo.

Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna. 


Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..


Sem ler no contexto fica difícil, não é Eduardo? A profecia se referiu aos judeus que fugiram para o Egito. No 23.° ano do reinado de Nabucodonosor, mais judeus foram levados ao exílio. (Jr. 52:30) Este exílio provavelmente envolvia judeus que haviam fugido para terras que mais tarde foram conquistadas pelos babilônios. A declaração do historiador Josefo corrobora tal conclusão: "No quinto ano depois do saque de Jerusalém, que era o vigésimo terceiro ano do reinado de Nabucodonosor, Nabucodonosor marchou contra a Coele-Síria, e, depois de ocupá-la, fez guerra tanto contra os moabitas como os amanitas. Daí, depois de sujeitar a si estas nações, invadiu o Egito a fim de subjugá-lo." — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), X, 181, 182 (ix, 7). 


Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até
hoje. 



Em Jeremias não diz que é uma cidade, mas sim uma região da Arábia (Ituréia). Que coisa. É sempre falta de ler o contexto!



Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua. 



Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu.


Nem tudo na Bíblia é literal, Eduardo.
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Finalmente surge um corajoso


O professor de climatologia na USP Ricardo Augusto Felício fez doutorado sobre a Antártida e afirma com todas as letras: “o aquecimento global é uma mentira”. Segundo ele, não existem provas científicas desse fenômeno.
Ricardo Augusto Felício comentou que o nível do mar não está aumentando e que o gelo derrete sim, mas depois volta a congelar, porque esse é o seu ciclo. O professor lembrou ainda que o El Niño, um fenômeno natural, faz esse nível variar cerca de meio metro.
“O nível do mar continua no mesmo lugar. Primeiro se fosse derreter alguma coisa, teria que ser a Antártida, mas para derretê-la você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevados”, explicou o professor.
Ricardo também afirmou que o efeito estufa é uma física impossível e que a camada de ozônio é uma coisa que não existe. O professor ainda respondeu perguntas da plateia como se a Amazônia é o pulmão do mundo e se a garoa característica de São Paulo está diminuindo.

Leia também o artigo do blog Minuto profético sobre James Lovelock (O guru do ECOmenismo) abandonando suas convicções.

Com informações extraídas do blog Literalmente verdade
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Enxergando além de Darwin I: a metáfora da máquina - Parte 1

James Barham
O colapso gradual do consenso darwinista, e o surgimento de um novo arcabouço teórico em biologia é uma das notícias mais significantes, mas menos noticiada de nosso tempo.* [NOTA DO TRADUTOR: Aqui no Brasil, segundo a Nomenklatura científica, a questão está fechada e Darwin não tem nem dor de cabeça...]

É um escândalo que os jornalistas científicos têm sido tão vagarosos em compreender essa história. Pois, não se engane a respeito, a história é imensa. Em ciência, os jornalistas não chegam nem perto em tamanho.

A história é esta:

A explicação oficial sobre a natureza das coisas vivas —e portanto, dos seres humanos— que todos nós fomos induzidos a acreditar nos últimos 60 ou 70 anos tem se mostrado completamente errada em alguns aspectos essenciais.
E sobre o que nós temos sido tão errados? É complicado, mas numa frase, é isto:

A metáfora da máquina foi um erro —os organismos não são máquinas, eles são agentes inteligentes.

E o que isso significa? É isso que é difícil de explicar brevemente, mas eis aqui um jeito de explicar:

Finalmente nós estamos começando a compreender, baseado em evidencial empírica irrefutável, bem como uma análise mais cuidadosa da própria teoria darwinista, que ação com propósito em coisas vivas é um fenômeno objetivamente real que é pressuposto, não explicado, pela teoria da seleção natural.

E o que eu quero dizer com propósito?

Propósito é a ideia de que algo acontece, não porque deve acontecer tout court, de acordo com lei física, mas antes porque deve acontecer condicionalmente, a fim de algo mais acontecer. Esta propriedade ubíqua se encontra no cerne dos sistemas vivos, e é o que faz deles tão enigmáticos, de um ponto de vista físico.

Tradicionalmente, a metáfora da máquina e a teoria da seleção natural têm servido para dissipar este sentimento de perplexidade. Todavia, agora está claro que tanto a metáfora e a teoria têm sido fundamentalmente enganadoras em aspectos fundamentais.

Reconhecidamente, comparar coisas vivas a máquinas —como a máquina a vapor (acima) —parecia ser uma boa ideia naquela época. Afinal de contas, as peças das máquinas claramente têm, um propósito, assim como têm as partes dos organismos. Não há nada nas leis da natureza que prescreva como as máquinas devem ser montadas tout court, e ainda assim elas precisam ser montadas de um certo modo no sentido condicional— se elas tiverem que funcionar adequadamente. Assim como os organismos.

A analogia parecia ser verdadeiramente muito forte. E a beleza dela era que nós não achamos as máquinas misteriosas. Assim, a lógica tradicional na teoria biológica era assim:
  • Máquinas não são misteriosas
  • Organismos são máquinas
  • Portanto, os organismos não são misteriosos
Exceto que as máquinas como as máquinas a vapor ou os automóveis seriam verdadeiramente misteriosos, se nós apenas os encontrássemos deitados por aí na natureza!

O que faz as máquinas a vapor e os automóveis parecer não misteriosos é que nós sabemos como e por que as peças foram montadas do jeito que foram montadas. Isto é, as peças foram montadas daquela maneira por seres humanos para atender a propósitos humanos.

Mas isto significa que as máquinas não fazem sentido só por si mesmas. Elas simplesmente não passam a existir por si mesmas. As peças de um automóvel nem sabe e nem se importa para que elas servem, nem elas têm a menor de todas a tendência inerente para se montar a si mesmas em um automóvel completo.

Isto significa que o conceito de propósito que nós associamos com as máquinas é totalmente externo às máquinas. Em outras palavras, as máquinas somente fazem sentido quando pensadas juntas com uma inteligência externa que as monta para seus próprios propósitos.

É por isso que a metáfora de máquina para os sistemas vivos leva naturalmente à ideia de que Deus os montou, pelo seguinte reaciocínio:
  • Máquinas têm de ser montadas por uma inteligência externa
  • Sistemas vivos são literalmente máquinas
  • Portanto, sistemas têm de ser montados por uma inteligência externa

Mas, se isso for correto, então quem poderia ser a inteligência externa no caso das máquinas vivas, se não Deus?

A propósito, não tem nada de novo nisso. Por exemplo, tudo isso foi destacado muito claramente por Robert Boyle —o grande químico pioneiro e o descobridor da Lei de Boyle— há mais de 300 anos.

Bem, supostamente Darwin conseguiu fazer quadrado este círculo.

A ideia era para se que as coisas vivas surgiram por acaso e que as mudanças aleatórias que acontecia nelas para aumentar suas chances de sobreviver e se reproduzir aumentariam em frequência numa população ao longo do tempo. Isso, em poucas palavras, é a seleção natural.

Este modo de pensar propunha resolver o problema de propósito ao negar que ele era real. Os sistemas vivos eram apenas conglomerações de peças acidentais que aconteceram por puro acaso para funcionarem juntas como um todo operacional. E todas as mudanças que os organismos sofreram durante o processo de evolução— do mesmo modo.

Em outras palavras, nada nos organismos acontece de modo que o organismo todo possa viver. Antes, as coisas simplesmente acontecem, e os organismos só passam a viver como resultado disso.

Uma teoria muito elegante, que —se fizesse sentido.

O problema é, ela nunca fez nenhum sentido. Para começar, ela significou que todo o propósito é uma ilusão, até mesmo em nós, o quee é absurdo. Nós sabemos que não é verdade a partir da evidencial direta de nossa própria experiência.

Dessa maneira, uma dificuldade importante com a teoria da seleção natural é que ela contradiz tudo que nós entendemos sobre como nós mesmos funcionamos.

Mas isso é somente o princípio do problema com o darwinismo. Uma deficiência ainda maior da teoria é que ela simplesmente considerou todas as partes mais difíceis do problema de propósito como um dado.


Como que esses sistemas incrivelmente complicados totalmente impregnados de propósito, que nós chamamos de “células,” vieram a existir em primeiro lugar? Ninguém tem a menor ideia.


Isso é uma grande dificuldade com a teoria —ela não tem nada a dizer sobre a origem da vida.
Eis aqui outra dificuldade:


Como que sistemas vivos podem ser tão robustos (dinamicamente estáveis), quando eles consistem de milhares de interações químicas que devem ser todas exatamente coordenadas no tempo e no espaço? Do ponto de vista da Física, as células (para não falar de organismos mais complexos) não deveriam existir, e mesmo assim elas existem.
Como isso é possível?


A única sugestão que o darwinismo tem a oferecer é o acaso: aqueles sistemas que passaram a ser estáveis são os que nós vemos hoje.  Mas ninguém imagina que este tipo de explicação fosse suficiente por um momento quando diz respeito a algo muito mais simples, como a estabilidade do átomo ou a estabilidade das estrelas. E, apesar disso, a biologia evolucionária, que lida com objetos de muitas ordens de magnitude mais complicados do que átomos ou estrelas, o invocar do acaso é aceito como uma explicação adequada.



Isso é outra desvantagem muito severa para o darwinismo —é totalmente inadequado e, na verdade, acientífico pelos padrões predominantes nas ciências duras como Física e Química.



Finalmente, agora nós sabemos que os sistemas vivos são agentes autônomos, capazes de comportamentos inteligentes altamente flexíveis. Por exemplo, até os organismos unicelulares mais simples, como as bactérias, são capazes de ajustar a si mesmos para circunstâncias alteradas de modo intencional. E eles podem fazer isso mesmo que as circunstâncias sejam diferentes de quaisquer circunstâncias encontradas por seus ancestrais durante sua história evolucionária.



Como os sistemas são fisicamente capazes deste tipo de comportamento inteligente, adaptativo? Novamente, tudo que o darwinista tem a dizer é isto: Agência inteligente seria uma grande coisa de ter do ponto de vista da seleção natural, portanto a seleção natural vai cuidar que isso passe a existir.

Resumindo, para o arcabouço explanatório darwinista fazer sentido, nós temos que suprimir todas as questões mais difíceis sobre as coisas vivas e simplesmente assumir a sua capacidade adaptativa, sua robustez, e a sua própria existência. Depois —e somente—  a seleção natural faz sentido.



Mas nesse caso, nós estamos apenas assumindo que os organismos são agentes inteligentes. Nós não estamos explicando como pode existir uma coisa assim tipo agentes inteligentes.



Por outro lado, se nós assumirmos que os organismos são máquinas tão estúpidas e inertes, então o darwinismo não faz nenhum sentido.



Esses problemas profundos e inerentes na teoria darwinista não pode mais ser colocados para debaixo do tapete. A razão é que uma nova geração de cientistas tem surgido, que não estão mais contentes com o status quo e que têm a coragem de assim dizer. Graças aos esforços comuns deles, uma nova ciência de agência inteligente agora está  sendo forjada.


Um dos cientistas contribuindo para esta revolução quieta no pensamento biológico é James A. Shapiro, da Universidade de Chicago. Eu irei examinar seu trabalho na próxima edição desta série.



TheBestSchoolsOrg

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* Esta postagem inaugural uma nova série explorando as tentativas contemporâneas de cientistas para melhor entender os sistemas vivos indo além do arcabouço teórico darwinista. Hoje, eu focalizei sobre o problema mais básico do darwinismo: a analogia entre os organismos e as máquinas, que reside no seu cerne fundamental, é  falaciosa e fundamentalmente enganosa.

PARA A NOSSA ALEGRIA E RAIVA DA NOMENKLATURA CIENTÍFICA:

James Barham é ateu e considera o design inteligente como uma ideia científica e a melhor inferência para explicar a complexidade e diversidade das formas biológicas. 


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NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:


No programa Globo Ciência sobre a evolução e o criacionismo, de 28/04/2012, o Prof. Dr. Ildeu de Castro Moreira, um dos maiores divulgadores de ciência no Brasil, afirmou que a evolução é "uma questão fechada em ciência" e que não há dilema nenhum a ser discutido.

Cuma??? Ou é 1) muita desonestidade científica, porque o Prof. Ildeu como divulgador de ciência deveria saber mais, 2) ou é estar muito desatualizado na literatura especializada que revela a necessidade de uma revisão profunda no cerne fundamental da teoria da evolução, 3) ou é muita arrogância acadêmica tipo síndrome luciferiana - só nós temos a luz! 



Nem sei com qual opção ficar. Uma coisa eu sei, prof. Ildeu, a evolução não é um tema científico "fechado". Há controvérsias!!!



Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, Mario de Pinna, do Museu de Zoologia da USP, Paulo Sano, do Departamento de Botânica da USP, Maria Isabel Landim, também do Museu de Zoologia, e Acácio Pagan, do Departamento de Biociências da Universidade Federal de Sergipe
, o que vocês têm a dizer sobre os estertores heurísticos da Síntese evolutiva Moderna e a nova teoria geral da evolução - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA, que não será selecionista e deve incorporar aspectos teóricos lamarckistas? Por que ser lançada somente em 2020? 

Essas coisas nossos alunos de Biologia precisam saber disso, mas lhes é negado em livros didáticos e em salas de aula. E a Grande Mídia tupiniquim não tem coragem de apresentar publicamente a falência heurística de Darwin no contexto de justificação teórica. De duas uma: seus jornalistas científicos não têm competência científica para cobrir a questão (duvido disso), ou vivem uma relação incestuosa com a Nomenklatura científica.

Quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice???

Fonte: Blog pos-darwinista
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Pesquisa indica que jovens conseguem conciliar ciência e religião

Jornal O Estado de S.Paulo, 29.04.2012.

A maioria dos jovens brasileiros vive em paz com suas crenças religiosas e a ciência da teoria evolutiva. Tem fé em Deus e, ao mesmo tempo, concorda com as premissas estabelecidas por Charles Darwin mais de 150 anos atrás, de que todas as espécies da Terra - incluindo o homem - evoluíram de um ancestral comum por meio da seleção natural. É o que sugere uma pesquisa realizada com mais de 2,3 mil alunos do ensino médio no País, coordenada pelo professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Futuro? Uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência
A conclusão flui de um questionário sobre religião e ciência respondido por estudantes de escolas públicas e privadas de todas as regiões do País, com média de 15 anos de idade. A base de dados e a metodologia usadas na pesquisa foram as mesmas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), segundo Bizzo, para garantir que os resultados fossem estatisticamente representativos da população estudantil brasileira. “É o primeiro dado com representatividade nacional sobre esse assunto para esta faixa etária”, diz o educador, que apresentou os dados pela primeira vez neste mês, em uma conferência na Itália.

“Ainda vamos fracionar e analisar mais profundamente as estatísticas, mas já dá para perceber que os alunos religiosos brasileiros são bem menos fundamentalistas do que se esperava”, avalia Bizzo, que também é formado em Biologia e tem livros e trabalhos publicados sobre a história da teoria evolutiva. “É surpreendente. Algo que sugere que no futuro teremos uma população com uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência.”

Aos 15 anos, diz Bizzo, os jovens estão passando por uma fase de definição moral, em que consolidam suas opiniões sobre temas fundamentais relacionados à ética e à moralidade. “É um período crucial. Dificilmente os conceitos de certo e errado mudam depois disso.”

O questionário apresentava aos alunos 23 perguntas ou afirmações com as quais eles podiam concordar ou discordar em diferentes níveis. Mais de 70% disseram que se consideram pessoas religiosas e acreditam nas doutrinas de sua religião (52% católicos e 29% evangélicos, principalmente, além de 7,5% sem religião). Ao mesmo tempo, mais de 70% disseram que a religião não os impede de aceitar a evolução biológica; e 58%, que sua fé não contradiz as teorias científicas atuais. Cerca de 64% concordaram que “as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado”.

Só quando a evolução se aplica ao homem e à origem da vida, as respostas ficam divididas. Há um empate técnico, em 43%, entre aqueles que concordam e discordam que a vida surgiu naturalmente na Terra por meio de “reações químicas que transformaram compostos inorgânicos em orgânicos”. E também entre os que concordam (44%) e discordam (45%) que “o ser humano se originou da mesma forma como as demais espécies biológicas”.

Sensibilidade. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que nenhuma das respostas que seriam consideradas fundamentalistas, do ponto de vista religioso, ultrapassam a casa dos 29%, porcentagem de entrevistados que se declararam evangélicos (denominação em que a rejeição à teoria evolutiva costuma ser mais forte). Apenas em dois casos elas ultrapassam 20%: entre os alunos que “discordam totalmente” que o ser humano se originou da mesma forma que as outras espécies (24%) e que os primeiros seres humanos viveram no ambiente africano (26%).

“A porcentagem dos que rejeitam completamente a origem biológica do homem é menor que a de evangélicos da amostra, o que é uma surpresa, já que os evangélicos no Brasil costumam ser os mais fundamentalistas na interpretação do relato bíblico”, avalia Bizzo. “A teoria evolutiva é talvez a coisa mais difícil de ser aceita do ponto de vista moral pelos religiosos. Mesmo assim, os dados mostram que a juventude brasileira é sensível aos produtos da ciência.”

Divulgada em 1859, com a publicação de A Origem das Espécies, a teoria evolutiva de Charles Darwin propõe que todos os seres vivos têm uma ancestralidade comum, e que as espécies evoluem e se diversificam por meio de processos de seleção natural puramente biológicos, sem a necessidade de intervenção divina ou de forças sobrenaturais - um conceito amplamente confirmado pela ciência desde então.

Apesar de ser frequentemente (e erroneamente) resumida como “a lei do mais forte”, a teoria evolutiva é muito mais complexa que isso. A Origem das Espécies tinha 500 páginas, e Darwin ainda considerava isso muito pouco para explicá-la. Desde então, com o surgimento da genética e o desenvolvimento de várias outras linhas de pesquisa evolutiva, a complexidade da teoria só aumentou, dificultando ainda mais sua compreensão - e, possivelmente, sua aceitação - pelo público leigo.

“O problema é que a maioria dos estudantes - ainda mais com 15 anos - não tem muita clareza sobre o que está envolvido na teoria darwiniana. Com isso há o potencial de surgirem respostas contraditórias”, avalia o físico e teólogo Eduardo Cruz, professor do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Isso não tem a ver com a qualidade da pesquisa, mas com a pouca compreensão de temas tanto científicos quanto teológicos. Além do que, quando se trata de perguntas que envolvem a intimidade das pessoas, as respostas nem sempre são confiáveis. É como perguntar a rapazes de 15 anos se ainda são virgens.”

Aceitação. Uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha em 2010, com 4.158 pessoas acima de 16 anos, indicou que 59% dos brasileiros acreditam que o homem é fruto de um processo evolutivo que levou milhões de anos, porém guiado por uma divindade inteligente. Só 8% acreditam que o homem evoluiu sem interferência divina. Os dados também mostram que a aceitação da teoria evolutiva cresce de acordo com a renda e a escolaridade das pessoas - o que pode ou não estar relacionado a uma melhor compreensão da teoria.

“Há uma discussão se a aceitação depende do entendimento, e uma análise mais precisa será realizada, mas uma análise superficial dos dados não encontrou essa correlação”, afirma Bizzo sobre sua pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Faculdade de Educação da USP. “Há indícios de que a compreensão básica seja acessível a todos e que a decisão de concordar que a espécie humana surgiu como todas as demais não depende de estudos aprofundados na escola.”

Para a filósofa e educadora Roseli Fischmann, os resultados da pesquisa são “compatíveis com a capacidade dos jovens de viver o mundo de descoberta da ciência sem abalar sua fé”.

“A fé, se bem sustentada, não é ameaçada pelo conhecimento científico”, diz Roseli, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista e professora da USP. “Sozinhas, nem a ciência nem a religião garantem que o ser humano seja bom e que o bem comum seja alcançado. É preciso a presença da ética, do respeito a todo ser humano, da consciência da responsabilidade individual na construção do bem comum.”

Pensar de forma analítica reduz fé em Deus, diz estudo

Pensar de maneira mais analítica induz as pessoas a acreditar menos em Deus, segundo um estudo publicado na edição passada da revista Science. Os pesquisadores, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, submeteram cerca de 180 alunos de graduação a uma bateria de testes e questionários e descobriram que, ao forçar os estudantes a pensar de forma mais analítica sobre algum assunto, esse raciocínio influenciava a sua fé, tornando-os menos religiosos.

Acredita-se que o cérebro humano tem dois “modus operandi” para processar informações e tomar decisões: um mais intuitivo e outro mais analítico. Os resultados do estudo sugerem que a religiosidade flui do modo intuitivo e perde força à medida que as pessoas são forçadas a pensar de modo mais analítico.

Em um dos testes aplicados, os alunos eram apresentados com problemas matemáticos que tinham uma resposta intuitiva errada e uma resposta analítica correta. Depois, respondiam a um questionário sobre sua fé e religiosidade. Os alunos que resolviam os problemas de forma analítica relatavam acreditar menos em Deus. / H.E.

Nota: Essa conciliação é, na verdade, um atestado de que a fé é solapada pela argumentação científica convencional defendida por vários profissionais de diversas áreas do conhecimento humano hoje. É muito interessante constatar que nas escolas públicas, especialmente no Brasil, a qualidade do ensino de ciências é questionável e fica complicado querer extrair da mente de um jovem mal formado no Ensino Médio uma visão abrangente e consistente sobre conciliação entre ciência e religião. 
A ciência explicada e apresentada a ele é, via de regra, unicamente sob o ponto de vista evolucionista salvo raríssimas exceções. Por outro lado, sua visão de religião é exclusivamente fundamentada no ensino tradicional com forte ênfase católica apostólica romana. E como se bem sabe, até mesmo por pesquisas, há cientistas que evocam estudos capazes de fazer alusão a uma criação inteligente e não sucessivos processos evolutivos. E, ao mesmo tempo, há diferentes pontos de vista religiosos, especialmente com grande enfoque no conteúdo bíblico, que diferem de maneira contundente dos dogmas advogados pelo catolicismo predominante.
Se essas distorções fossem corrigidas, então poderíamos falar em uma conciliação de ciência e religião como algo real e interessante. Sugiro que o leitor leia, também, a segunda reportagem relacionada essa primeira em que um cientista criacionista é ouvido e dá sua opinião - http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,biologos-querem-reforcar-ensino-da-evolucao,866626,0.htm?reload=y, o doutor Marcos Eberlin.
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Colégio adventista causa polêmica ao relacionar formação de fósseis ao dilúvio

Para os críticos tal afirmação aliena os alunos e deve ser rejeitada, pois o Estado é laico.

Diante da polêmica criada com a publicação da foto de uma aula do Colégio Adventista de Várzea Grande, Mato Grosso, a instituição de ensino resolveu se pronunciar para esclarecer porque o professor de ciências afirmou que os fósseis foram formados pelo dilúvio.
“Para que haja fossilização, são necessários (pelo menos) fatores como sepultamento rápido (para evitar a decomposição do animal ou que ele seja devorado por predadores/carniceiros) e grande quantidade de água e sedimentos (…) pode ter havido um grande evento catastrófico no passado que promoveu extinções em massa”, disse o texto.
O colégio não nega que seu ensino é pautado pelo criacionismo, mas como a maioria dos alunos não frequenta a Igreja Adventista eles usam outros argumentos científicos e lógicos para que os estudantes desenvolvam o senso “crítico/comparativo”.
Mas para algumas pessoas, a aula ligando ciência e religião é uma “alienação” e para muitos uma “piada”. Membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) que atuam na área da genética ficaram preocupados com as ideias transmitidas no colégio e disseram que elas são “retrógradas que afrontam o método científico, fundamentadas no criacionismo, também chamado como ‘design inteligente’ (…) sentimo-nos afrontados pela divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência”.
A história só veio à tona porque um aluno tirou uma fotografia do quadro com a explicação e postou em seu Facebook. O caso tomou proporções maiores e direção da escola precisou se explicar, já que o Estado é laico.
Para o jornalista Michelson Borges do site Criacionismo há um exagero por parte das críticas, pois o colégio já informou que também fala sobre o evolucionismo. “A educação adventista está presente no Brasil desde 1896 e sempre foi conhecida por sua ética e pelos valores morais que defende, princípios que transcendem bandeiras denominacionais. O ensino religioso nas escolas adventistas tem como base a Bíblia e não doutrinas particulares dessa ou daquela religião”, escreve ele.
Ele acredita também que o objetivo da escola não é impor seus conceitos religiosos, mas “colocar os alunos em contato com uma teoria alternativa relacionada com o assunto das origens e ensinar um evolucionismo crítico, que não varre para baixo do tapete as insuficiências epistêmicas do modelo”.
Com informações Terra

Fonte: Gospelprime
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Cientista explica como nosso cérebro “entende” Deus

Pesquisa revela que cérebro humano está predisposto a encontrar uma “força superior”

Há anos que os cientistas especulam que o cérebro humano possui um “ponto de contato com Deus”, que seria uma área específica do cérebro responsável pela espiritualidade. Porém, os estudiosos da Universidade do Missouri publicaram uma pesquisa indicando que a espiritualidade é um fenômeno complexo. Sendo assim, várias áreas do cérebro são responsáveis pelos “muitos aspectos das experiências espirituais”.
Brick Johnstone, professor de psicologia da saúde da Universidade, afirma “Nós encontramos uma base neuropsicológica para a espiritualidade, mas não está isolada de uma área específica do cérebro… A espiritualidade é um conceito muito mais dinâmico e que utiliza muitas partes do cérebro. Algumas regiões do cérebro desempenham um papel mais predominante, mas todas elas trabalham em conjunto para facilitar as experiências espirituais dos indivíduos”.
No estudo agora publicado, Johnstone revela como estudou pessoas que sofreram lesões cerebrais traumáticas em seu lobo parietal direito, uma área do cérebro situada a poucos centímetros acima da orelha direita. Ele investigou os conceitos de espiritualidade dos participantes, tal como a proximidade que sentiam de um poder superior, sua fé em um deus e se achavam que faziam parte de um plano divino.
Johnstone descobriu que as pessoas que sofreram mais prejuízo no lobo parietal direito mostraram um aumento no sentimento de proximidade a um ser superior. “Os pesquisadores têm mostrado continuamente que a deficiência no lado direito do cérebro diminui o nosso foco em nós mesmos”, disse Johnstone.
“Nossa pesquisa mostra que as pessoas com esta deficiência são mais espirituais. Isto sugere que as experiências espirituais estão associadas com a diminuição no foco em nós mesmos. Isto está de acordo com muitos textos religiosos que sugerem que as pessoas devem se preocupar mais com o bem-estar dos outros do que com o seu próprio”.
Johnstone explica também que o lado esquerdo do cérebro está associado com a maneira como os indivíduos se relacionam com os outros. Embora tenha estudado apenas pessoas com lesões cerebrais, estudos anteriores feitos com budistas dedicados à meditação e freiras franciscanas com as funções normais do cérebro mostraram que as pessoas podem aprender a minimizar o funcionamento do lado direito do cérebro para aumentar suas conexões espirituais em práticas como a meditação e a oração.
O pesquisador faz uma comparação: “É como tocar piano, quanto mais você treinar o seu cérebro, mais ele se torna predisposto a tocar piano. A prática faz a perfeição”.
Perguntado se haveria um “ponto Deus” no cérebro, o professor Johnstone se resume a explicar: “Quando o cérebro se concentra menos no ser (com a diminuição da atividade do lobo direito) há, por definição, um momento de autotranscedência que pode ser entendido como uma ligação com Deus ou Nirvana. É a sensação de que você é parte de algo muito maior”.
Mas ele ressalta que sua pesquisa não faz afirmações sobre as verdades espirituais. Deseja apenas demonstrar como o cérebro humano processa diferentes tipos de experiências espirituais. Os cristãos podem chamar de Deus, os budistas dizem que é o Nirvana, e para os ateus, isso poderia ser a sensação de estar “ligado à Terra”.
O estudo “Right Parietal Lobe ‘Selflessness’ as the Neuropsychological Basis of Spiritual Transcendence,” foi publicado na Revista Internacional de Psicologia da Religião.
Traduzido e adaptado de Huffington Post

Fonte: Gospelprime
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Imagem revela como o cérebro é organizado

Esqueça aquela ideia de que “o lado direito do cérebro faz assim” e o “lado esquerdo do cérebro faz assado”. Um estudo publicado [na] quinta-feira (29) pela revista Science mostra que o cérebro humano não tem “lados” nem é isolado na hora de realizar tarefas. Ele é todo interligado e não existem áreas específicas para funções específicas. O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro humano e também no de macacos. Segundo os pesquisadores, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional, como uma “grade curvada”. Em resumo, o cérebro não é um emaranhado de fios separados, mas uma rede interligada.  “A velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”, afirmou Van Wedeen, autor do estudo, em material de divulgação do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, onde ele trabalha. “Como a seleção natural levaria cada um desses fios a configurações mais eficientes e vantajosas? A grande simplicidade dessa estrutura em grade é o motivo pelo qual ele [o cérebro] consegue acomodar as mudanças aleatórias e graduais da evolução”, concluiu o pesquisador.
 
(G1Notícias)
Nota: Complexidade e simplicidade, na verdade, apontam para planejamento elegante e inteligente. Por outro lado, o uso da palavra “simplicidade” não é a melhor opção, quando se fala em cérebro. Os darwinistas são tão versáteis em suas “explicações”, que chegam ao ponto de admitir, agora, que antes “a velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”. Mas não diziam isso antes. Como podem agora afirmar que a ordenada estrutura tridimensional do cérebro seja fruto de “mudanças aleatórias e graduais da evolução”? Aleatoriedade gerando ordem? Em que lugar do Universo isso ocorre? Essa pesquisa de Wedeen revela o padrão de sempre: fatos que apontam para o design inteligente e interpretação dos fatos “forçando a barra” para acomodá-los ao naturalismo filosófico.
 
Publicado originalmente no blog Criacionismo
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Richard Dawkins e mais um de seus embaraços

Richard Dawkins diante das perguntas do entrevistador afirma não ter 100% de certeza que Deus não existe, admite que a "teoria" do design inteligente é plausivel (Teoria de que o mundo foi arquitetado e criado por um ser superior), contradizendo um dos pontos centrais do seu livro, e não consegue dar explicações convincentes sobre as teorias (especulativas) da origem do mundo.

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Richard Dawkins sem palavras para questão sobre a teoria da evolução

Richard Dawkins recebe uma pergunta interessante, passa vexame e não consegue dar uma resposta convincente.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

A Origem da Vida Segundo os Evolucionistas (Seria cômico se não fosse trágico)

Teórico da Evolução tenta explicar o Inexplicável, a Origem da Vida como os Darwinistas sugerem.Seria cômico se não fosse trágico.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Richard Dawkins Fica Sem Palavras

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quinta-feira, 15 de março de 2012

NASA confirma mais uma vez: mundo não acaba em 2012

Agência espacial norte-americana divulga novo vídeo em que afirma que 2012 não será o último ano de vida do planeta Terra.

21/12/2012: apenas mais uma sexta-feira

A NASA divulgou um novo vídeo nesta semana, dando uma série de explicações para justificar por que o mundo não vai acabar em 2012. Quem afirma isso é o cientista Don Yeomans, que desmente todos os cenários apocalípticos previstos para este ano.

Além de desmascarar o mito de que o calendário maia termina em 21 de dezembro de 2012, ele desmente a hipótese de a Terra ser atingida por algum planeta desgovernado, a possibilidade de uma mudança magnética polar mudar a trajetória do globo terrestre e a teoria de que uma labareda solar irá nos consumir.

Fonte: Tec Mundo

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terça-feira, 13 de março de 2012

Por que Craig ganha nos argumentos “mas não leva”

Na época em que eu era religioso, aprendi a admirar William Lane Craig por sua argumentação poderosíssima, lógica e consistente. Se hoje eu não sou religioso e não creio em Deus, atribuo isso mais à minha falta de fé congênita (como vocês já devem estar acostumados, eu sou um descrente tanto da religião tradicional como da religião política). Com certeza não é por causa das argumentações de William Lane Craig. Portanto, que fique claro: entendo William Lane Craig como um grande argumentador, e vejo que suas argumentações sempre deixam os oponentes ateus estirados no chão. Talvez isso se deva tanto à qualidade argumentativa de Craig como também a ruindade dos adversários. Sam Harris, Christopher Hitchens e até o covarde Richard Dawkins (que fugiu do debate) não têm bons argumentos e nem podem ser considerados debatedores decentes. Vencer esse trio nos argumentos é fácil demais. Só que Craig mostrou superioridade argumentativa diante de argumentadores até melhores que o trio neoateísta, como Lewis Wolpert.
Seja lá como for, tenho minhas restrições a Craig, especialmente quanto ao fato de que ele realmente ganha os debates no aspecto dos argumentos, mas nunca leva o troféu. Por que isso acontece? Elenquei alguns fatores, e faço questão de esclarecer que esses são os que vejo como principais. Retirei também da análise os fatores que estão além do escopo de sua influência. Por exemplo, o fato pelo qual os neoateus levam vantagem na interação com ele também tem a ver com a estratégia gramsciana, um preconceito já estabelecido na sociedade contra os cristãos, apoio dos demais esquerdistas, guerra em rede, etc. Como esses fatores estão além do domínio de Craig, obviamente não vou considerá-los.
Abaixo seguem alguns fatores que relacionei. Estes possuem DIRETA RELAÇÃO com William Lane Craig, ou seja, de acordo com sua ação ele poderá mudá-los. Vamos a eles:
1. Ele ainda não entendeu que está no meio de uma guerra política.
2. Ele fica mais na defensiva do que na ofensiva.
3. Ele não fala a linguagem da plateia, mesmo que tenha ótimos argumentos.
4. Ele só se preocupa com os argumentos centrais dos oponentes, não com toda a comunicação.
5. Ele não orienta aqueles que estão a seu lado a militarem ofensivamente contra os oponentes.
Vou falar um pouco de cada um desses fatores:
1. Ele ainda não entendeu que está no meio de uma guerra política. Essa é a guerra entre direita e esquerda. A primeira quer um poder balanceado entre estado e empresários, e a segunda quer um estado inchado. Ou seja, a segunda vertente (esquerda) depende da crença no homem, que é rejeitada pela crença cristã. Isso faz com que religiosos em essência sejam oponentes da esquerda. Por isso, os esquerdistas defendem tudo que os cristãos não gostam, como casamento gay, aborto, etc. Isso não significa que todos os ateus sejam de esquerda, pois eu sou agnóstico (e praticamente um ateu fraco) e de direita. Mas o fato é que o ser humano tende à religião, senão a religião tradicional, a religião política. Logo, uma estratégia da esquerda é a antirreligião, pois ao tirar alguém da religião tradicional, há grandes chances de ela aderir à religião política, e com isso a esquerda leva vantagem.
Todo esquerdista sabe que mentir é uma estratégia para os que não possuem crença em valores morais estabelecidos (e não é preciso ser religioso para isso, novamente reitero), e, portanto, os antirreligiosos, incluindo os neoateus, sabem que quanto mais mentirem melhor. A única forma de combatê-los nesse aspecto é identificar suas fraudes intelectuais e expô-los para o público como fraudulentos.
Infelizmente, Craig parece que não se apercebeu desses fatos, e trata seus oponentes de debates como pessoas que “cometeram erros de juízo” ou “erraram logicamente”. É o oposto: as fraudes dos neoateus são intencionais. Quer dizer, ele continua clicando nos e-mails de phishing achando que eles vieram por engano. Se alguém não percebe que o outro lado é um fraudador, e alimenta o autoengano de que o oponente está apenas “com erro de juízo”, é claro que será vítima de fraudes o tempo todo. No meio corporativo, pessoas que não são conscientes das fraudes que ocorrem são uma ameaça para suas organizações.
Por não entender que está no meio de uma guerra política, e por não ter noção de que seus adversários praticam fraudes intelectuais de forma intencional, suas respostas jamais possuem a assertividade que teriam caso ele tivesse essa consciência. Quando ele responde: “O meu companheiro de debate se enganou ao dizer que…” ele poderia dizer “Está claro que o meu oponente praticou uma fraude intelectual”. Isso tiraria seus adversários da zona de conforto.
2. Ele fica mais na defensiva do que na ofensiva. De acordo com o livro The Art of Political War, de David Horowitz, no confronto político o agressor geralmente se dá bem. Isso significa que o ideal não seria ficar “defendendo o cristianismo”, mas atacando o neoateísmo na maior parte do tempo. O neoateísmo é facílimo de ser atacado, pois tem uma agenda humanista facilmente ridicularizável, defendendo coisas bizarras como fim do gregarismo com o fim da religião, ou mesmo no caso da omissão ao buscarem entender as causas reais dos problemas do mundo (pois, para eles, a culpa é da religião).
Por exemplo, Dawkins e Harris se unem contra a Igreja por causa dos crimes de pedofilia ocorrendo lá. Poderiam ser atacados de volta mostrando que, ao irem de forma seletiva contra a Igreja, estão se ESQUECENDO das vítimas de pedofilia fora da Igreja. Só isso já seria o suficiente para se desmoralizar publicamente os dois neoateus. Isso, claro, se fosse feita uma campanha estrategicamente direcionada e desenhada de desmascaramento e desmoralização.
Entretanto, quando se fica na defensiva, os pontos nos quais os adversários podem ser atacados são esquecidos.
Na maioria do tempo, Craig está “defendendo a crença em Deus”, “defendendo a religião”, e se esquece de atacar os adversários. Conclusão: a imagem dos adversários dificilmente é abalada, pois não há ataques feitos contra eles.
3. Ele não fala a linguagem da plateia, mesmo que tenha ótimos argumentos. Craig realmente tem ótimos argumentos, reconheço, mas ele não usa uma linguagem de fácil acesso, como já fizeram Richard Dawkins e Carl Sagan, no passado. Como exemplo, por causa disso, dificilmente se criam “memes de Internet” (que não têm nada a ver com os memes de Dawkins) com um discurso simples feito por Craig.
O máximo que acaba ocorrendo é Craig ter aceitação perante os cristãos LETRADOS, ou que estejam acima da linha dos intelectuais. Mas dificilmente o veremos com aceitação entre os cristãos e anti-humanistas que estejam no povão, e também entre a plateia dos debates.
4. Ele só se preocupa com os argumentos centrais dos oponentes, não com toda a comunicação. Essa é a maior das tragédias vistas no estilo de William Lane Craig, a meu ver. Se vocês se lembram de meu texto “Os quatro níveis dequestionamento que todo cético político deve dominar”, já entendeu que em questões políticas não existe apenas um duelo de argumentos, mas um jogo de comunicação em que há um vencedor e um perdedor, e há muitas técnicas de controle de frame, alegações de autovenda e outros recursos além da mera apresentação de argumentos. Com muito pesar, vejo que Craig se preocupa apenas com os argumentos.
Alguém poderá objetar: “Luciano, eu aprendi que o bom debate é focado pura e simplesmente nos argumentos, você não está sendo contraditório?” Na verdade, o debate envolve não só argumentos formais, como também uma afirmação do tipo “eu sou o melhor” (autovenda), ou até mesmo o uso de sarcasmo para desmoralizar o oponente. Não podemos nos esquecer de aspectos não verbais que funcionam como um truque psicológico para obter a atenção da plateia.
Eu não digo que se o oponente é desonesto, que devamos sê-lo também, mas qualquer alegação ou truque do oponente deve ser refutado. Isso porque com um truque de controle de frame, a plateia simplesmente SUSPENDE a atenção em um dos lados e passa a ouvir só o outro.
Imagine que em um debate um neoateu afirme: “Eu sou do lado da razão (1), por isso estou aqui contra a religião. A ciência nos diz (2) para buscarmos as evidências, por isso, só acredito em evidências (3). Não existem evidências para a existência de Deus, e essas evidências deveriam ser empíricas, logo, não é racional acreditar em Deus (4).”
O item (1) é uma rotina de frame, em que o neoateu se “vende” para a plateia como alguém que estaria do lado da razão. O mesmo vale para o item (3), em que ele tenta implementar a ideia de ser alguém que está do lado das evidências. Se a mente da plateia se lembrar das expressões “sou da razão” e “sou do lado das evidências”, o outro lado do debate não será mais ouvido, a não ser que neutralize essas afirmações. O item (2) é uma tentativa de dizer que a “ciência” é quem deve responder a questão da existência de Deus, no quesito de evidência. Diferentemente dos outros dois itens, não é uma rotina de autovenda, mas ainda assim é um truque de frame, pois não há um “argumento formal”. Por fim, no item (4), temos enfim o argumento formal, que é bem fraquinho.
Uma refutação a la Craig seria assim: “Há um erro em dizer que a ciência deve definir a questão da existência de Deus, e apenas através de evidências empíricas. Nem tudo está no escopo da ciência, incluindo os argumentos metafísicos. Portanto, a ciência não define essa questão. A não existência de evidências empíricas para Deus não serve para provar sua inexistência, pois, como já dito, a questão é estritamente filosófica. O argumento do ateu não serve para provar a inexistência de Deus nem mesmo sua improbabilidade, ocorrendo apenas um equívoco na inversão de planos.”
O problema é que essa refutação é feita em direção ao item 4, e talvez até a um pouquinho do 2, mas já não tem serventia em termos de vitória no debate, pois o cérebro da plateia (os neutros, no caso) só vai ouvir o lado que está “do lado da razão” e “que só acredita em evidências”.
A refutação de acordo com o modelo de quatro níveis proposto por mim (e é o único que pode funcionar, segundo a perspectiva da Dinâmica Social), seria assim: “O debatedor neoateu mente ao dizer que está do lado da ‘razão’. Isso é apenas um truque de distração dele, pois, como mostrarei aqui, o argumento neoateu nem de longe é racional. Ele também tenta enganar vocês ao dizer que ‘só acredita em evidências’. Mostrarei aqui que é o oposto. Ele também afirma que a questão Deus deve ser tratada pela ciência, mas não apresentou um argumento a esse respeito. Bem irracional a atitude dele. Como falei, a afirmação dele ao dizer que ‘é do lado da razão’ não passava de truque de marketing…” E, aí, sim, em seguida refutar o item (4) através de um argumento.
Nessa suposta refutação, todas as rotinas de frame, autovenda, alegações e argumentos foram NEUTRALIZADAS. A partir daí, somente aí, a plateia volta a te ouvir. Por refutar apenas o argumento central, Craig só é ouvido pelos que já gostam de seus argumentos, mas a plateia neutra o ignora.
5. Ele não orienta aqueles que estão a seu lado a militarem ofensivamente contra os oponentes. Todos os textos de Sam Harris e Richard Dawkins são “chamados às armas”. Por isso, seus leitores têm aquela sensação que vinha ao final do filme Karatê Kid, na infância. Após assistir ao filme, queríamos nos inscrever na escola de artes marciais. Da mesma forma, após terminarem a leitura de Dawkins e Harris, os leitores já querem sair militando, gravando vídeos na internet, divulgando banners e até metendo ações judiciais. Ou seja, o material dos autores neoateístas é planejado para estimular a militância e dar material para os militantes usarem.
Ao contrário, o material de William Lane Craig é feito para o debate acadêmico, não para a guerra ideológica. Craig não nos traz subsídios para usarmos em uma guerra ideológica, e nem sequer há o preparo dos leitores para pensar dessa forma.
É por isso que, mesmo com bons argumentos, vemos vários leitores de Craig em comunidades como “Contradições do Ateísmo” sem as reações imediatas que deveriam ter se já tivessem entendido que estão no meio de uma guerra cultural. Isso porque Craig só lhes ensinou refutações formais a argumentos formais, não como lutar em um terreno de guerra política. Naturalmente, isso é consequência do primeiro fator que apontei.
Conclusão. William Lane Craig continua sendo um ótimo argumentador, e entendo que seus argumentos devem ser excelentes fontes para uso na guerra ideológica que temos em voga. Entretanto, o modus operandi de Craig não é adequado, pois ele ganha no duelo argumentativo, mas perde os debates, por não saber que é parte de uma guerra ideológica, ficar somente na defensiva, não usar uma linguagem de fácil acesso, e, o mais grave, não se preocupar com todas as alegações e rotinas que existem do outro lado. Um fator resultante dos demais, especialmente o primeiro (“não notar que estamos em guerra ideológica”), é que os leitores de Craig também não estão preparados para vencer debates.
Porém, isso não significa que o material de Craig seja inútil, muito pelo contrário. Os argumentos de Craig dão base para a refutação a um dos quatro tipos de alegações feitas pelos neoateus, mas é preciso AGREGAR a esses argumentos de Craig técnicas para VENCER os debates na guerra ideológica, incluindo coisas como duelos de frame, uso da linguagem popular, presença mais assertiva, desmascaramento público do oponente e afins.
Em resumo, os argumentos de Craig são muito bons, mas sua postura não é útil para a vitória em debates. É preciso um “upgrade” em relação ao seu padrão de atuação.
Nota: Esse texto do agnóstico Luciano Ayan deve ser lido com muita atenção e ponderação. Sou “fã” de Craig, mas tenho que concordar, em parte, com Ayan, já que, a despeito do poder argumentativo do teólogo/filósofo que põe gente como Dawkins para correr, os neoateus continuam tripudiando por aí. No entanto, é bom lembrar que Craig não é apenas um “debatedor”. Ele é um cristão. E, como tal, aprendeu do Mestre a respeitar os oponentes, ainda que discorde totalmente de seus métodos e ideias. Acredito que o ataque virulento seria como rebaixar os cristãos ao nível rasteiro dos militantes neoateus. Os cristãos não estão neste mundo para vencer debates, mas para salvar pessoas com o conhecimento de Jesus e Sua Palavra, exibidos em discursos e, sobretudo, na vida. Se uma pessoa na plateia, tendo analisado a postura educada de Craig e refletido em seus argumentos racionais em favor da fé, abrir a mente e o coração para Deus, Craig já “terá levado”. Creio que ele também pensa assim.[MB]

Fonte: Criacionismo
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